Empréstimo estrangeiro em Bangladesh: aprovação, custos e reembolso em 2026

by Barrister Tahmidur Rahman | Oct 25, 2026 | Banking & Finance, Insights | 0 comments

TRW Insight / Bangladesh

Financiar uma filial em Daca, vender algodão a prazo ou emprestar a um parceiro local exige o caminho regulatório certo antes da assinatura. Veja quem aprova depois da fusão de 2026, os tetos de custo e o que muda por não haver tratado fiscal com Portugal nem com o Brasil.

Atualizado 24 de outubro de 2026Análise jurídicaBangladesh15 min de leitura

Empréstimo estrangeiro em Bangladesh: o quadro de 2026

Um empréstimo estrangeiro em Bangladesh só funciona se o caminho regulatório estiver certo antes da assinatura. Em 2026 esse caminho mudou duas vezes: a BIDA foi absorvida pela nova autoridade de investimento, a Invest Bangladesh (Lei n.º 104 de 2026), e o banco central, o Bangladesh Bank, reeditou em setembro a sua circular sobre endividamento externo, corrigindo doze dias depois quem aprova o crédito de empresas em zonas especiais.

Este guia é para empresas brasileiras e portuguesas que financiam uma filial em Daca, vendem algodão, máquinas ou insumos com pagamento diferido, ou emprestam a um parceiro local. Explica quem aprova, quando a aprovação é dispensada, os tetos de custo, o reembolso, a retenção sobre juros e as garantias.

Empréstimo estrangeiro em Bangladesh — distrito financeiro de Daca com sedes de bancos
Bancos nomeados em Daca conduzem a aprovação, o desembolso e o reembolso

Resumo: O endividamento externo de médio e longo prazo de empresas industriais privadas exige autorização prévia da Invest Bangladesh, decidida pelo seu Scrutiny Committee on Foreign Loan/Supplier's Credit. Empresas de zonas especiais não registradas na Invest Bangladesh pedem ao Bangladesh Bank. O crédito comercial até um ano segue as regras de importação, e filiais 100% estrangeiras podem tomar empréstimos da casa-mãe ao abrigo de uma autorização geral, até 3% ao ano. Sem tratado fiscal com Portugal ou com o Brasil, os juros sofrem a retenção doméstica.

Ponto-chave: A circular FEPD-1 n.º 35, de 14 de setembro de 2026, decide o órgão competente: retirou a exigência de aprovação do Bangladesh Bank para empresas de zonas especiais registradas na Invest Bangladesh e enviou os pedidos das antigas empresas de zonas econômicas ao Scrutiny Committee.[2] Um pedido apresentado ao órgão errado é, na prática, um pedido que não existe.

Em resumo

01

Invest Bangladesh

Autorização prévia para créditos de fornecedor, empréstimos financeiros e emissões de dívida de empresas industriais privadas.

02

Bangladesh Bank

Aprova o crédito de empresas de zonas especiais não registradas na Invest Bangladesh.

03

Crédito comercial

Até um ano fica fora da aprovação, com custo total até SOFR ou Euribor mais 3 pontos.

04

Casa-mãe

Filiais industriais 100% estrangeiras tomam empréstimos de sócios sem aprovação prévia, até 3% ao ano.

05

Sem tratado

Portugal e Brasil não têm convenção de dupla tributação com Bangladesh: retenção de 10% sobre juros.

Índice

Quem aprova um empréstimo estrangeiro em Bangladesh depois da fusão de 2026

A base legal é a Foreign Exchange Regulation Act 1947, a lei de controle cambial ao abrigo da qual o Bangladesh Bank emite as suas instruções.[1] A Invest Bangladesh Act 2026, de 16 de julho de 2026, revogou no artigo 66 as leis da BIDA, da BEZA e da autoridade de parcerias público-privadas e dissolveu esses organismos.[8] A nova autoridade começou a funcionar em 23 de agosto de 2026.[7] Aprovações anteriores continuam válidas, mas os novos pedidos vão à Invest Bangladesh.

A circular consolidada FEPD-1 n.º 32, de 2 de setembro de 2026, exige no parágrafo 28 autorização prévia da Invest Bangladesh para todo o endividamento externo de empresas industriais privadas: créditos de fornecedor, empréstimos de instituições ou de pessoas físicas e emissões de dívida no exterior.[1]

Zonas especiais: a correção de 14 de setembro

A circular n.º 35 substituiu o parágrafo 27: a aprovação do Bangladesh Bank só se aplica a empresas de zonas especiais não registradas na Invest Bangladesh, e as antigas empresas de zonas econômicas vão ao Scrutiny Committee.[2] Uma empresa numa zona de processamento de exportação (EPZ) gerida pela BEPZA continua, em regra, a pedir ao Bangladesh Bank, através do seu banco e da autoridade da zona. Entidades públicas e sociedades financeiras seguem regras próprias.[1]

Que via segue cada empréstimo estrangeiro em Bangladesh em 2026
SituaçãoÓrgãoBaseTeto de custoPonto-chave
Empresa industrial privada fora das zonasInvest Bangladesh (Scrutiny Committee)Circular FEPD-1 n.º 32, par. 28Teste de razoabilidadeSem uso como capital de giro
Antiga empresa de zona econômicaInvest Bangladesh (Scrutiny Committee)Circular FEPD-1 n.º 35Teste de razoabilidadeNão pedir ao Bangladesh Bank
Empresa de EPZ ou zona especial não registradaBangladesh BankCircular FEPD-1 n.º 35Caso a casoPedido via banco e autoridade da zona
Crédito de fornecedor ou comprador até um anoSem aprovaçãoCircular FEPD-1 n.º 30Referência + 3 pontosLigado a importação elegível
Empréstimo da casa-mãe a filial 100% estrangeiraAutorização geralCircular FEID n.º 033% ao ano fixoLimites por prazo e montante

Crédito comercial até um ano: o caso dos fornecedores brasileiros

O crédito comercial é a única área em que o regime de aprovação do empréstimo estrangeiro em Bangladesh não se aplica. A circular n.º 32 exclui da via Invest Bangladesh o crédito de fornecedores ou compradores no exterior até um ano, que segue as regras de pagamentos correntes.[1] Em 2026 essas regras estão na circular FEPD-1 n.º 30, de 13 de agosto de 2026, sobre importações.[4]

Isto interessa às tradings brasileiras de algodão, açúcar ou soja e aos fabricantes portugueses de máquinas. Matérias-primas industriais de uso próprio podem ser importadas com pagamento diferido até 270 dias ou até ao fim do ciclo de conversão de caixa, o que ocorrer primeiro; peças, insumos siderúrgicos e princípios ativos farmacêuticos chegam a 360 dias; bens de capital, a três anos.[4]

O teto de custo

A circular FEPD-1 n.º 10, de 11 de maio de 2026, limita o custo total do financiamento comercial de curto prazo a 3 pontos percentuais ao ano acima da taxa de referência da moeda, como a SOFR ou a Euribor.[5] O mesmo teto vale para os juros de importações com pagamento diferido e para o crédito de comprador.[4]

Quando o crédito comercial vira empréstimo

O crédito só fica fora da aprovação enquanto estiver ligado a uma importação elegível, dentro do prazo e do teto. Uma linha rotativa para capital de giro geral, ou um "crédito de fornecedor" a cinco anos, é endividamento externo e exige o processo completo.

Empréstimo estrangeiro em Bangladesh — fardos de algodão importados com crédito de fornecedor
Crédito de fornecedor até um ano segue as regras de importação, não a aprovação

Empréstimos da casa-mãe e de sócios

A circular FEID n.º 03, de 15 de julho de 2026, permite a filiais industriais 100% estrangeiras, dentro ou fora de zonas, tomar empréstimos da sociedade-mãe, de coligadas ou de sócios no exterior sem aprovação prévia, dentro dos seus termos.[3]

  • Até um ano: sem juros para capital de giro, ou oneroso para fins legítimos até 3% de custo total, com renovações até três anos.[3]
  • De um a cinco anos: só investimento de capital; sem custo até USD 50 milhões; oneroso até USD 5 milhões, a no máximo 3%.[3]
  • Acima de cinco anos: só investimento de capital, custo máximo de 3%, sem pagamento único no vencimento.[3]
  • Condições gerais: sem incumprimento externo anterior, relação dívida/capital de 80:20 nos empréstimos onerosos, prestações até USD 5 milhões e conversão em capital permitida.[3]

Uma joint venture com sócio bangladeshiano, um empréstimo oneroso de médio prazo acima de USD 5 milhões ou uma taxa acima de 3% ficam fora da autorização geral e seguem para o Scrutiny Committee.[3] Alterações são comunicadas em 7 dias e desembolsos em 14 dias.[3]

Como o Scrutiny Committee avalia o pedido

O procedimento continua a ser a notificação de 10 de dezembro de 1998 do antigo Board of Investment, reproduzida no Apêndice 3 da circular n.º 32. Tem prioridade o crédito de médio e longo prazo para instalar, modernizar ou ampliar capacidade; é desencorajado o crédito para capacidade excessiva ou gastos especulativos, como imobiliário.[1] A orientação publicada pela BIDA acrescentava que o empréstimo estrangeiro não pode financiar capital de giro.[6]

O pedido deve trazer cinco análises: viabilidade comercial, capacidade de servir a dívida, competitividade de custos, capacidade instalada e procura no setor, e endividamento dos promotores certificado pelo registro de crédito (CIB) do banco central.[1] Não há teto numérico publicado: taxa e comissões devem ser razoáveis face ao rendimento dos títulos do tesouro na moeda e no prazo, mais um prêmio de risco-país modesto.[1] Em aprovações noticiadas em 2024, o comitê exigiu uma relação dívida/capital de 70:30 durante a vida do projeto.[10]

Empréstimo estrangeiro em Bangladesh — analistas a preparar o estudo de viabilidade para o comitê
O Scrutiny Committee lê o pedido como projeto e como risco cambial

O dossiê do empréstimo estrangeiro em Bangladesh e a apostila

O formulário Annexure-A pede o registro do mutuário, o credor, o principal e a finalidade, o contrato, a taxa efetiva, o calendário de reembolso e o banco nomeado, com contrato social, deliberação do conselho e faturas pró-forma.[1] A lista da BIDA acrescenta estudo de viabilidade, TIR, ponto de equilíbrio, cobertura do serviço da dívida, comprovativo de entrada do capital e, no crédito de fornecedor, um certificado técnico sobre as máquinas.[6]

Deliberações, garantias e procurações costumam ser assinadas pela casa-mãe. Bangladesh aplica a Convenção da Apostila desde 30 de março de 2025, e nem Portugal nem o Brasil se opuseram à sua adesão, pelo que basta a apostila do país de origem.[14] A aceitação em Daca ainda é desigual; confirme com o banco nomeado. Não há prazo legal de decisão e o comitê reúne-se periodicamente, pelo que a aprovação deve ser condição suspensiva com data-limite realista.[6]

Passo 01

Classifique o mutuário

Empresa industrial privada, empresa de zona especial, filial 100% estrangeira ou joint venture: a categoria define a via.

Passo 02

Escolha o órgão

Invest Bangladesh, Bangladesh Bank ou autorização geral da FEID n.º 03, conforme a circular n.º 35.

Passo 03

Ajuste o term sheet

Prazo, custo total, comissões, gross-up e calendário de reembolso dentro dos limites aplicáveis.

Passo 04

Monte as análises

Viabilidade, serviço da dívida, competitividade, procura no setor e endividamento certificado pelo CIB.

Passo 05

Apostile os documentos

Deliberações, garantias e procurações de Portugal ou do Brasil com apostila do país de origem.

Passo 06

Apresente e acompanhe

Pedido pelo banco nomeado; resposta rápida a perguntas antes da reunião seguinte do comitê.

Passo 07

Assine e registre

Contrato final, registro de encargos no RJSC em 21 dias e comunicação ao Bangladesh Bank.

Passo 08

Mantenha o arquivo de reembolso

Aprovação, contrato, entradas, declarações de importação e guias de retenção num só processo.

Desembolso, conta em moeda estrangeira e reembolso

O banco nomeado envia o contrato ao Bangladesh Bank e apresenta um mapa trimestral em 15 dias após cada trimestre.[1] Desde 7 de outubro de 2026, o mutuário pode manter o produto de empréstimos aprovados de médio e longo prazo numa conta em moeda estrangeira, usá-lo em importações e serviços da obra e reter o necessário para as três prestações seguintes.[9]

O parágrafo 29 da circular n.º 32 permite remeter juros e principal sem nova consulta ao banco central, desde que o pagamento passe pelo banco que recebeu os fundos, depois de deduzidos os impostos, com prova da entrada e, no crédito de fornecedor, das declarações de importação.[1] Mudar de banco depois do desembolso é o erro mais caro desta fase.

Retenção na fonte sobre juros: sem tratado com Portugal nem com o Brasil

Para 2026-27, a taxa doméstica sobre juros pagos a um não residente é de 10%, reduzida pela Finance Act 2026 dos anteriores 20%; para um credor sem estabelecimento estável, o imposto retido é definitivo.[12] A lista do National Board of Revenue (NBR) enumera 43 convenções para evitar a dupla tributação, e nem Portugal nem o Brasil fazem parte dela.[13]

Um banco de Lisboa ou de São Paulo não tem taxa convencional a pedir: os 10% aplicam-se, e o crédito desse imposto no país do credor depende da lei portuguesa ou brasileira. Com cláusula de gross-up, o custo passa ao mutuário e deve constar do custo total declarado ao comitê.

Empréstimo estrangeiro em Bangladesh — assinatura do contrato de financiamento e das garantias
Retenção na fonte e registro de encargos decidem o custo real do crédito

Garantias e registro de encargos

Garantias corporativas, pessoais ou de terceiros a credores estrangeiros dispensam autorização do Bangladesh Bank quando o empréstimo foi aprovado pela Invest Bangladesh. Uma garantia bancária ou carta de crédito standby de um banco local exige autorização específica e pelo menos 25% de margem em caixa.[1]

Uma hipoteca ou encargo da sociedade deve ser registrado no Registrar of Joint Stock Companies (RJSC) em 21 dias; sem registro, é nulo perante o liquidatário e os credores, embora a dívida subsista.[11] Joint ventures em zonas especiais não podem onerar ativos fixos a favor de credores estrangeiros.[1]

Erros que atrasam um empréstimo estrangeiro em Bangladesh

  • Órgão errado: pedir ao Bangladesh Bank para uma antiga empresa de zona econômica, ou o inverso.[2]
  • Teste de custo errado: aplicar SOFR mais 3 a um empréstimo a prazo, ou uma margem a um empréstimo de sócio com teto fixo de 3%.
  • Custo subestimado: omitir comissões ou o gross-up da retenção.
  • Capital de giro disfarçado de investimento.[6]
  • Encargo não registrado nos 21 dias.[11]

A prática de banca e finanças da TRW acompanha mutuários e credores em cada etapa. Veja também capital ou empréstimo da casa-mãe, as regras cambiais em Bangladesh e a versão inglesa, foreign loan approval in Bangladesh.

Perguntas frequentes

Todo empréstimo estrangeiro em Bangladesh precisa de aprovação prévia?

Não. O crédito comercial até um ano segue as regras de importação, e filiais industriais 100% estrangeiras podem tomar empréstimos de sócios ao abrigo da circular FEID n.º 03. O restante endividamento externo industrial privado precisa de autorização.[1] [3]

Que órgão aprova agora que a BIDA foi extinta?

A Invest Bangladesh, através do Scrutiny Committee. Empresas de zonas especiais não registradas nela pedem ao Bangladesh Bank.[2] [8]

Um exportador brasileiro pode vender algodão com pagamento a 270 dias?

Sim, para matérias-primas industriais de uso próprio, até 270 dias ou até ao fim do ciclo de conversão de caixa, dentro do teto de custo.[4]

Qual é o teto de custo do crédito comercial?

A taxa de referência da moeda, como a SOFR ou a Euribor, mais 3 pontos percentuais ao ano.[5]

Existe teto numérico para empréstimos aprovados pelo comitê?

Não foi publicado. Aplica-se um teste de razoabilidade face às taxas internacionais para a moeda e o prazo.[1]

O empréstimo pode financiar capital de giro?

Não pela via do comitê. Filiais 100% estrangeiras podem tomar empréstimos de curto prazo de sócios para capital de giro.[6] [3]

Quanto se retém sobre juros pagos a um banco português ou brasileiro?

10%, a título definitivo para um credor sem estabelecimento estável, sem tratado que reduza a taxa.[12] [13]

Uma deliberação assinada em Lisboa ou São Paulo precisa de legalização consular?

Em regra, não: basta a apostila do país de origem, já que Portugal e Brasil aplicam a convenção com Bangladesh.[14]

A remessa de juros exige nova aprovação do Bangladesh Bank?

Não, se o pagamento passar pelo banco que recebeu os fundos, com o imposto deduzido e as provas de entrada no processo.[1]

E se a garantia do credor não for registrada?

Um encargo não inscrito no RJSC em 21 dias é nulo perante o liquidatário e os credores, embora a dívida subsista.[11]

Registo de fontes

Fontes jurídicas e regulatórias primárias

Materiais verificados em 24 de outubro de 2026. Confirme o texto oficial em vigor antes de se basear em qualquer disposição.

  1. Bangladesh Bank, FEPD-1 Circular No. 32 (2 September 2026) — Consolidated circular on loans, overdrafts, guarantees and external borrowings
  2. Bangladesh Bank, FEPD-1 Circular No. 35 (14 September 2026) — External borrowing by industrial enterprises in specialized zones
  3. Bangladesh Bank, FEID Circular No. 03 (15 July 2026) — External borrowing from parent companies, associates and shareholders
  4. Bangladesh Bank, FEPD-1 Circular No. 30 (13 August 2026) — Consolidated circular on import transactions
  5. Bangladesh Bank, FEPD-1 Circular No. 10 (11 May 2026) — All-in-cost ceiling for short-term trade finance
  6. BIDA — FAQ: procedure to obtain prior permission to avail a foreign loan
  7. Invest Bangladesh, 23 August 2026 — Invest Bangladesh begins journey as country's apex investment promotion agency
  8. Invest Bangladesh Act 2026 (Act No. 104 of 2026) — Laws of Bangladesh
  9. The Business Standard, 7 October 2026 — Bangladesh Bank allows foreign currency accounts to retain approved external loan proceeds
  10. The Financial Express, 3 January 2024 — Debt-ridden companies cleared to take forex loans
  11. Companies Act 1994, section 159 — Laws of Bangladesh
  12. KPMG in Bangladesh (Rahman Rahman Huq) — Bangladesh Tax 2026-2027: Finance Act 2026 at a glance
  13. National Board of Revenue — Double Taxation Avoidance Agreements (43 agreements)
  14. HCCH — Status table, Apostille Convention (Bangladesh accession and objections)

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